O spot

Na vida a gente tem alguns ideais marcados, selados e previamente desejados. Pode ser uma casa própria, um emprego de 20 mil reais por mês, dois cachorros, talvez 3 gatos, uma ovelha chamada Nina, uma piscina e um jardim, morar na praia, um amor, 10 amigos sinceros (ou 3, que já está de bom tamanho) ou qualquer outra coisa interessante que te faça olhar e sorrir.

Estou falando tudo isso para jogar no colo dos pensantes a seguinte pergunta: O que tu queres? O que te faria feliz? O que completaria a felicidade que tu já vives? O que falta na tua vida? O que não falta, mas seria bem legal se tivesses?

Minha reflexão toda se deu por culpa do spot da sala. Eu me mudei em outubro do ano passado e, desde lá, o spot velho, que acompanhava o apartamento no contrato de locação, estava mal pendurado na sala. Não se podia colocar uma lâmpada, pois ele estava apenas preso pelos fios. Achava perigoso.

Um belo dia eu resolvi pegar a escada e trocar o spot. Mas o pé direito desse apartamento é realmente muito alto, tive que ficar no último degrau da minha escada de 5 andares e me deu vertigem. Não gosto de altura. Nunca vais me ver pulando de asa-delta. Eu fiquei tonta e resolvi descer. Naquele dia eu pensei: um dia isso será trocado. E assim fui levando a vida. Eu achava sempre que os dois abajures que eu tinha na sala davam conta muito bem da iluminação que necessitava na vida.

Tinha dia que eu olhava pra cima e aqueles fios me incomodavam. Eu pensava: “não pense nisso, qualquer dia desses isso vai se resolver”. Nem eu sabia como ainda, mas eu tinha um foco sobre como poderia ser. Os dias foram se passando, pra dizer a verdade, foram meses.

Talvez a tranquilidade de olhar para aquilo e saber que existiria uma solução me deixava calma. Eu não me importava mais em procurar ou testar novas possibilidades. Eu apenas sabia que sim: um dia o spot novo, que comprei e estava dentro da gaveta, seria colocado lá.

Depois de 3 meses, em uma bela manhã de domingo o tal do spot foi colocado, assim como a minha certeza que eu estava (e estou) no caminho certo. Sempre acreditando nas coisas que eu quero para a minha vida, que não são nada materiais, mas sim, emocionais e intensas, assim como eu sempre fui. Um dia a coisa engrena, pode ter certeza, e se tu acreditares no que queres, quando menos esperar aquilo será entregue em uma bandeja.

É preciso se permitir. Estar livre. Estar certa do que queres. Não abrir mão das tuas vontades em prol de pessoas/coisas/situações que não te fazem bem. É preciso se estar pleno para receber as coisas boas que a vida tem (e tem sim) pra te dar.

Um belo dia tu olhas para o teto e pensa: eu estava no caminho certo.

Eu ando ambicionando essa dancinha…e tu?

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