O tal do coletor menstrual

Ou copinho, como chamamos aqui em casa.

Vi uma guria escolhendo absorventes na farmácia e me deu uma vontade de dizer pra ela “pare com isso. use o copinho”. Não disse. Achei que seria muito estranho. Então bora escrever este texto que estava na minha cabeça faz tempo. <3

Do começo. Minha pele sempre foi ultra sensível. Depois de dois dias usando absorvente, surgia um tipo de alergia, que não me deixava viver. Chegou uma época em que nem Hipoglós resolvia. Tive que ficar trocando de pomadas porque a pele acostumava e não fazia mais efeito. Daí tinha que tomar anti-histamínico e morria de sono e continuava quase sem viver.

Comecei a usar absorvente de tecido, mas eles são meio desengonçados e muito ruins para treinar e correr. Tentei o absorvente interno. Quando comecei a menstruar, não existiam aqueles aplicadores, que ajudaram muito. Também não rolou. A alergia seguiu atacando. Mais leve no começo mas depois piorou bem.
E confesso que nunca curti absorvente interno. Sempre achei que machucava tirar; me incomodava fazer xixi com aquela cordinha ali; sei lá… Odeio aquilo.

Comecei a dar mais atenção as postagens dos grupos feministas sobre o coletor menstrual. Aí meu marido achou vários textos interessantes sobre o assunto e comecei a estudar aquilo. Depois de ler o texto da Dani Cruz do Mais Magenta resolvi finalmente comprar. Passou um tempão e não comprei porque sempre esquecia. Sou destas. Até que comprei, mas não usei porque queria esperar menstruar. Aí meu sensato marido (rs) me disse o óbvio: que era melhor testar sem estar menstruada. Tu Dum Dis!

Resolvi testar. Li sobre as dobras e tal e testei. Foi o caos! Aquilo incomodava era o horror. Fora que eu estava na TPM e também não queria colaborar muito comigo mesma. Tentei um monte de dobras e nenhuma ficava boa, e nada do bendito ser aquela maravilha como diziam por aí. Até que meu marido, novamente, achou um vídeo bem despretensioso no youtube de uma guria explicando as dobras que ela fazia e finalmente achei uma perfeita.

Meu coletor é da Fleurity. Tem gurias que dizem que ele é mais macio, que os rígidos são melhores de serem colocados, e algumas preferem ele por ser mais macio e ser mais fácil de colocar. rs

Eu não me incomodei com essa tal maciez. Não me parece macio. Achei a maleabilidade dele bem ok. O que me incomoda nele é o cabinho, meio retangular. Algumas gurias cortam os cabinhos. Tem de vários tipos: redondos, em forma de anel, bolinhas… Não quis cortar porque acho mais fácil retirar o coletor com ele. Então coloco no sentido em que fique mais estreito e não machuca e nem incomoda.

Estava preocupada que ele fosse incomodar durante a musculação, mas nem senti. Fiquei meio na neura que vazasse, mas não vazou.

Já li em alguns lugares que ajudou até na questão das cólicas. Para mim não fez diferença, mas a alergia nunca mais apareceu.

E não vai pensando “ah, mas é nojento aquele sangue parado no copinho…” Ué, no absorvente também não fica parado? E aquilo é só sangue e tecido uterino. Se você acha nojento no copinho, sinto informar, mas aquilo está sempre dentro de você.

O mais legal do copinho (não me venha com nojinho de novo) é que dá pra ficar bastante com ele. Recomendam limpar a cada 6h, mas vai que um dia está bem corrido ou a viagem é longa ou sei lá o que. Você pode ficar 12h com ele, diferente do absorvente interno. Não é mágico?!

Eles duram cerca de 3 anos. O que é ótimo também para diminuirmos a quantidade de lixo no planeta. Ah, se tiver medo que vá vazar, use absorvente diário nos primeiros dias.

Bora usar coletor ser mais livre.

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2 comments

  1. Ahasou, Pri! Eu não vivo sem o meu 🙂

  2. <3 obrigada!!!

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