Mais do mesmo, só que melhor.

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In Vida

Hoje entreguei a chave do ap que eu morava. Foi um mês e um dia da decisão que tomei, pra estar de fato em um novo lugar. Isso é bom? Achei.

Talvez por eu ser assim, levo 10 anos pra decidir algo, mas quando decido movo montanhas para que aquilo se concretize. Não sou uma pessoa de meio termo. Não deixei de comer carne para comer ”só peixe”. Eu bebo cervejas sempre que estou afim. E não é pouco. Não estou alimentando o vício, nem incentivando, só dizendo que você tem que fazer o que quer, no momento que quer.

Acho a vida assim muito mais leve do que pessoas que vivem em cima do muro. No meio termo. Não há meio termo para pessoas sinceras. Ou você é favor ou contra o governo. Ao aborto. A matança dos animais. A não ser mais infeliz. Não há meio termo quando se é inteiro, integro, suficiente. Tem dias que tu tens uma pequena confusão, que tu pensas se deves ou não tomar alguma atitude, mas isso não pode durar a vida toda. É preciso parar e decidir de que lado do muro tu estás.

Não me arrependo de nada que eu fiz até hoje. Foi um fechar de ciclo interessante, que até me rendeu sensações que eu não esperava ter. Pode ser que isso faça parte de todo o episódio da última temporada dessa série que vivi. Confesso que fechei com chave de ouro, porque analisando friamente estou exatamente do modo que queria estar. Isso aqui me faz feliz, tenho vivido dias lindos na minha nova morada. Talvez era isso que estava me faltando antes.

Nesse meio tempo de 32 dias, eu fui para São Paulo. Revi de pertinho minha amiga querida que divide esse blog comigo. Abracei bastante pra trazer ela comigo até o próximo encontro.

Conheci o Fidel, que já amava de longe.

Revi o nosso guru, que continua sendo nosso Oráculo, melhor que o Google.

Conheci ao vivo pessoas ultra bacanas que renderam os melhores gifs daquela deliciosa noite de sexta-feira, quando lá cheguei e fui muito bem recebida por todos. Parecia que conhecia eles há anos.

Estive de férias, e por incrível que pareça, agora que vou poder descansar. Mesmo voltando ao trabalho, a rotina, a tudo que tinha de fazer antes, foi um período sensacional. Foram 20 dias que valeram por 20 anos.

E como não agradecer a todos que fizeram parte disso? Das amigas que ajudaram na mudança, nas que trouxeram café, das que deram apoio moral de longe e de perto, que te levaram pra almoçar, te trouxeram bolo, amizade, abraços. Te fizeram bem vinda. Não tem preço isso, não tem.

É preciso fechar o ciclo. É preciso dar com o pé  na porta para um novo hoje, levando comigo apenas as pessoas que eu gosto, quero, respeito e me sinto bem. E o resto? O resto fica no passado, com algumas coisas boas e uma baita sensação de que sempre se fez a coisa certa. É isso.

Acho que nada mais sincero para ilustrar o post que o video do final de Six Feet Under. Quem não viu a série, não de play, tem montes de spoilers, quem viu, abraça aqui.

 

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